O que fazer quando um dependente químico tem recaída

O que fazer quando um dependente químico tem recaída

O que fazer quando um dependente químico tem recaída: Sabe-se que as recaídas podem acontecer durante um tratamento de vício em álcool e drogas, porém, algumas atitudes podem evitar que isso aconteça:

  • incentive-o a continuar mudando seus hábitos e crie novas rotinas para mantê-lo longe das distrações e das companhias que poderiam incentivar uma volta ao vício;
  • evite situações que relembrem o vício, como festas de amigos, comemorações que contenham bebida (no caso dos viciados em álcool) e pessoas que tragam um sentimento ruim e instiguem a vontade de retornar ao caminho das drogas;
  • estimule amizades e relações novas, com pessoas que tenham inteligência emocional para evitar certos assuntos e que saibam lidar com as possíveis oscilações de humor de quem está deixando um vício.

À medida que o usuário vive a abstinência, ele tentará encontrar novas formas para alcançar o êxtase causado pela substância. Seguindo essa lógica, é comum que a pessoa comece a trocar as drogas por cigarro ou comida, por exemplo.

As recaídas são falhas na tentativa de parar ou diminuir o consumo de drogas. Para que sejam consideradas recaídas, é necessário que o paciente tenha ficado abstinente por, pelo menos, dois meses. 

Um terço dos usuários de álcool e drogas consegue a abstinência permanente já na primeira tentativa, enquanto outro terço tem breves episódios de recaídas no uso de drogas por um longo período. O outro grupo apresenta recaídas crônicas. A maior probabilidade é que elas aconteçam nos três primeiros meses de abstinência ou após 18 meses.

Um importante fator para a prevenção de recaídas das drogas é o conhecimento sobre os acontecimentos que podem desencadear essas reações. A seguir, nós listamos alguns deles, que devem ser evitados ou realizados com cautela:

  • encontrar amigos que usavam drogas juntos;
  • passar perto ou visitar um local onde se costumava usar drogas;
  • ter dinheiro disponível;
  • emoções negativas, como a perda de algum ente querido ou rompimento de relacionamentos amorosos, desemprego etc.;
  • emoções desconfortáveis, como fome, raiva, solidão ou cansaço;
  • isolamento social;
  • fraqueza física;
  • pressão no trabalho;
  • problemas em casa;
  • incômodo com os sintomas da abstinência;
  • contato com objetos que lembram a época do abuso de drogas.

Dessa maneira, umas das formas de liberar neurotransmissores que acalmam e promovem sensação de bem-estar é praticando esportes. A movimentação dos músculos libera endorfinas, serotonina e adrenalina de forma natural e ajudam no processo de recaídas.

Além disso, os esportes incentivam o usuário a se alimentar de forma nutritiva e promovem a socialização, práticas que são bem-vindas em todos os sentidos. Por isso, investigue qual modalidade de esporte seria mais adequada para a pessoa dependente e convide-a para experimentar essa atividade.

Em situações de recaída de drogas e álcool, é importante que o usuário retorne à clínica e reveja suas metas. A avaliação e alcance dos objetivos propostos precisam ser reajustados para não atrapalhar a evolução do tratamento.

Portanto, converse amigavelmente com o usuário e sugira a volta para a clínica de reabilitação. Tudo deve ser feito respeitando a decisão dele, considerando uma abordagem acolhedora e carinhosa.

Depois de uma recaída, pode ser que o indivíduo tenha a sensação de que tudo está perdido e isso pode causar certa tristeza ou depressão. Nesses casos, o ideal é incentivá-lo a voltar para sua rotina o quanto antes.

Ajude-o a dividir seu dia e faça uma lista de tarefas para o dia seguinte. Organizar a semana e o dia pode ser um respiro em meio à culpa que o ex-usuário sente por ter recaído. Essa atitude traz a esperança de que as coisas não estão perdidas, minimizando esse deslize e dando valor ao que ele construiu e às responsabilidades que tem agora.

Um usuário de drogas ou álcool que decide lutar contra seu vício, já tem em mente que usar essas substâncias só vai trazer malefícios para sua vida. Por isso, ele também está consciente de que uma recaída é um passo para trás em seu tratamento. O que fazer quando um dependente químico tem recaída

Sabendo disso, é importante que a família não repreenda ou julgue de maneira grosseira esse pequeno deslize. Pense que a pessoa que está se livrando do vício já está se culpando o bastante pela recaída e reforçar essa culpa pode fazer com que ele não aguente e recorra à droga ou ao álcool novamente.

A recaída de álcool e drogas é provável de acontecer nos usuários em tratamento. Então, é importante entender a previsibilidade do acontecimento, manter a calma, observar os comportamentos do doente e incentivá-lo em atividades que desviam o foco das drogas.

Para o sucesso do tratamento contra as drogas, o fundamental é elevar a autoestima do usuário de forma que ele entenda que apresenta uma doença crônica, que precisa ser controlada. O apoio da família e amigos é crucial para que as recaídas não ocorram frequentemente.

O que fazer quando um dependente químico tem recaída: Saber lidar com esse tipo de intercorrência também é fundamental, pois é a atitude de pessoas que estão próximas que vão dar forças para que ele continue no caminho livre dessas substâncias.

Caso o dependente encontre um ambiente insensível, ele se sentirá pior, ocasionando, inclusive, um propício consolo no antigo vício.

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